sábado, 12 de setembro de 2009

Singularidades de uma Rapariga Loura


Realização: Manoel de Oliveira
Interpretação: Rogério Samora, Catarina Wallenstein, Ricardo Trepa, Luís Miguel Cintra, Leonor Silveira, Diogo Dória.
Argumento: Manoel de Oliveira


Sinopse
Numa viagem de comboio para o Algarve, Macário conta as atribulações da sua vida amorosa a uma desconhecida senhora: Mal entra para o seu primeiro emprego, um lugar de contabilista no armazém em Lisboa do seu tio Francisco, apaixona-se perdidamente pela rapariga loira que vive na casa do outro lado da rua, Luísa Vilaça. Conhece-a e quer de imediato casar com ela. O tio discorda, despede-o e expulsa-o de casa. Macário consegue enriquecer em Cabo-Verde e quando já tem a aprovação do tio para finalmente casar com a sua amada, descobre então a "singularidade" do carácter da noiva.

domingo, 6 de setembro de 2009

ABC da Sedução



Realização: Robert Luketic
Interpretação: Katherine Heigl, Gerard Butler, Eric Winter, Bree Turner
Argumento: Nicole Eastman


Sinopse
Abby Richter é uma romântica produtora de um programa da manhã, cuja busca pelo Sr. Perfeito a tem deixado solteira. No entanto, as audiências do programa estão a decrescer cada vez mais e o seu patrão contrata Mike Chadway, uma personalidade forte da TV. Este promete mostrar de forma nua e crua como funcionam as relações entre os homens e as mulheres...

sábado, 27 de junho de 2009

Ligações Perigosas


Um "thriller" político, baseado numa mini-série produzida pela BBC, que gira à volta de Stephen Collings (Ben Affleck), um bem-sucedido congressista norte-americano, e de Cal McAffrey (Russell Crowe), seu ex-mandatário de campanha e agora jornalista de uma importante publicação de Washington. Quando a amante de Stephen Collings é encontrada morta, em circunstâncias misteriosas, todos os segredos começam a ser revelados. Cal McAffrey é então destacado, com a jovem e ambiciosa jornalista Della Frye, para investigar o caso, acabando por descobrir um perigoso jogo de poder e intriga, onde estão implicados alguns dos mais importantes empresários e políticos dos EUA. Mas, à medida que se aproximam da verdade, Della duvida se este furo jornalístico justifica todos os riscos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

ERROL FLYNN



Errol Leslie Thomson Flynn (20 de junho de 1909 — 14 de outubro de 1959) foi um actor nascido na Austrália e radicado nos Estados Unidos da América, tendo-se naturalizado cidadão estadunidense em 1942.
Errol Flynn era filho de Theodore Flynn, um respeitado biólogo australiano, e de Marrelle Young.
Tal como nos seus filmes, a vida de Errol Flynn foi também uma grande aventura. Apaixonado pelo mar, comprou um barco, onde passava a grande parte do seu tempo livre. Boêmio, Flynn teve três casamentos, várias namoradas e quatro filhos. Foi acusado de estupro em 1942, sem ter sido condenado por isso. Houve também várias suspeitas de relações homossexuais.
Errol Flynn casou-se três vezes, sendo que os dois primeiros casamentos terminaram em divórcio e o último com sua morte. Em ordem cronológica, foram suas esposas: a atriz Lili Damita (1931 - 1942), com quem teve seu filho Sean Flynn; a atriz Nora Eddington (1943 - 1948), com quem teve os filhos Deirdre (1945) e Rory (1947); e a atriz Patrice Wymore (1950 - 1959), com quem teve a filha Arnella. Seu filho Sean, um fotojornalista, desapareceu com outros jornalistas durante a guerra do Vietnam. Presume-se que tenha sido capturado e morto pelas forças do Khmer Vermelho, quando da invasão do Camboja
Ainda em 1942, Flynn tornou-se cidadão dos Estados Unidos da América.
Em 2004, ele foi retratado pelo actor Jude Law no filme O Aviador.

Filmografia
1933 - In the Wake of the Bounty
1934 - Murder at Monte Carlo
1935 - The Case of the Curious Bride
1935 - Don't Bet on Blondes
1935 - Captain Blood
1936 - The Charge of the Light Brigade
1937 - Green Light
1937 - The Prince and the Pauper
1937 - Another Dawn
1937 - The Perfect Specimen
1938 - The Adventures of Robin Hood
1938 - Four's a Crowd
1938 - The Sisters
1938 - The Dawn Patrol
1939 - Dodge City
1939 - The Private Lives of Elizabeth and Essex
1940 - Virginia City
1940 - The Sea Hawk
1940 - Santa Fe Trail
1941 - Footsteps in the Dark
1941 - Dive Bomber
1941 - They Died with Their Boots On
1942 - Desperate Journey
1942 - Gentlemen Jim
1943 - Edge of Darkness
1943 - Thank Your Lucky Stars
1943 - Northern Pursuit
1944 - Uncertain Glory
1945 - Objective, Burma!
1945 - San Antonio
1946 - Never Say Goodbye
1947 - Cry Wolf
1947 - Escape Me Never
1948 - Silver River
1948 - Adventures of Don Juan
1949 - It's a Great Feeling
1949 - That Forsyte Woman
1950 - Montana
1950 - Rocky Mountain
1950 - Kim
1951 - Hello God
1951 - Adventures of Captain Fabian
1952 - Mara Maru
1952 - Against All Flags
1953 - The Master of Ballantrae
1954 - Crossed Swords
1955 - Lilacs in the Spring
1955 - King's Rhapsody
1955 - The Dark Avenger
1957 - Istanbul
1957 - The Big Boodle
1957 - The Sun Also Rises
1958 - Too Much, Too Soon
1958 - The Roots of Heaven
1959 - Cuban Rebel Girls

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Aquele Querido Mês de Agosto

Sinopse

No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos. Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse: «Aquele Querido Mês de Agosto acompanha as relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile». Amor e música, portanto.

Ficha Técnica

Realização: Miguel Gomes

Argumento: Miguel Gomes, Maria Ricardo e Telmo Churro

Produtor: Luís Urbano e Sandro Aguilar

Ano: 2008

Género: Documentário, Ficção

Duração: 150’
Elenco:Sónia Bandeira (Tânia)Fábio Oliveira (Hélder)Joaquim Carvalho (Domingos)Andreia Santos (Lena)Armando Nunes (Gomes)Manuel Soares (Celestino)Emmanuelle Fèvre (Fátima)Diogo Encarnação (Eric)Bruno Lourenço (Baixista)Maria Albarran (Rosa Maria)Nuno Mata (Médico)
Prémios:Festival Internacional de Cinema de Valdivia, Chile (2008) – Melhor Filme Internacional e Prémio Internacional da Crítica.Viennale – Festival Internacional de Cinema de Viena, Áustria (2008) – Prémio FIPRESCISão Paulo International Film Festival, Brasil (2008) – Prémio da CríticaLas Palmas Film Festival, Espanha (2009) – Prémio José Rivero para Melhor Novo Realizador e Prémio Lady HarimaguadaGuadalajara Mexican Film Festival, México (2009) – Prémio Especial do JúriBuenos Aires International Festival of Independent Cinema, Argentina (2009) – Melhor Filme
Nomeações:Festival de Cannes, França (2008) – Selecção Oficial, Quinzena de RealizadoresFestival Internacional de Documentário de Marselha, França (2008) – Competição InternacionalFestival Internacional de Cinema do Rio, Brasil (2008) – Competição Internacional
Outros Festivais em que participou:Festival Internacional de Curtas-Metragens de Vilda do Conde, Portugal (2008)
Nota:“Aquele Querido Mês de Agosto”, foi o único filme a representar Portugal no festival de Cannes 2008, é um documentário misturado com ficção e tem recebido muitas críticas positivas.Este filme está em exibição por todo o país, para quem estiver interessado, basta procurá-lo numa sala de cinema perto de si.

sábado, 16 de maio de 2009

ANJOS E DEMÓNIOS



"Se dependesse de William Donihue, o presidente da organização laica Liga Católica Americana, Dan Brown, o autor de Anjos e Demónios, e Ron Howard, que filmou o livro, tal como já havia feito a O Código Da Vinci, já estavam a cozinhar em fogo brando.

Há dois meses que Donohue anda a liderar uma feroz campanha contra Anjos e Demónios, tendo inclusivamente escrito um panfleto chamado Anjos e Demónios: Mais Demoníaco do que Angélico.

O seu comportamento contrasta radicalmente com o da Santa Sé e o da hierarquia católica, que acolheram esta nova aventura do professor de Simbologia Robert Langdon com serenidade e moderação (ver caixa), e deixaram os leigos mais enxofráveis a espingardar sozinhos contra o filme.

Aliás, se William Donohue fosse ver Anjos e Demónios, rapidamente repararia que o filme não põe em causa a Igreja Católica enquanto instituição, embora lhe reprove os abusos de poder e os excessos de secretismo. No final de Anjos e Demónios, até há uma troca de galhardetes entre o académico ateu interpretado por Tom Hanks (de volta ao papel de Robert Langdon) e o velho cardeal insider do Vaticano, personificado por Armin Mueller-Stahl.

Ron Howard até disse numa entrevista que a fita "trata a Igreja com respeito - até com alguma reverência - pelas suas tradições e crenças". Estamos a milhões de quilómetros de distância do génio blasfemo de um Luis Buñuel.

O mesmo é dizer que em livros como O Código Da Vinci ou Anjos e Demónios, e nas suas adaptações ao cinema, a representação conspiratório-sensacionalista que fazem da Igreja e dos seus bastidores, não passa de um mero cabide para pendurar o entretenimento, de um "gancho" narrativo para capturar o leitor e o telespectador.

E neste capítulo, Anjos e Demónios é mais do mesmo de O Código Da Vinci, aplicando uma receita semelhante, com ligeiras alterações nas porções dos ingredientes.

Apesar de ter sido escrito antes de O Código Da Vinci, os argumentistas Akiva Goldsman e David Koepp "mexeram" em Anjos e Demónios para que pareça ser uma continuação daquele, quando se trata da primeira e não da segunda aventura de Robert Langdon.

O académico de Harvard volta a ter de dar corda aos sapatos e a puxar pelos galões de mestre decifrador de enigmas ocultos em obras de arte, para evitar que o Vaticano e parte de Roma sejam destruídos por antimatéria roubada ao CERN, que quatro cardeais papáveis sejam assassinados, e que o Papa errado seja eleito, fazendo um rali paper pelas igrejas e obras de arte renascentistas romanas.

E é caso para dizer, que para acreditar no que Howard e Brown lhe querem fazer engolir, e suspender a proverbial descrença, é preciso que o espectador tenha uma fé sobre-humana, maior do que a de quem vai a pé a Fátima.

No seu simplismo de juntar por pontinhos, Anjos e Demónios é um filme de uma inverosimilhança descarada e de uma previsibilidade bocejante, onde Tom Hanks tem menos que fazer do que o cura de uma daquelas aldeias remotas com meia dúzia de velhotes.

Perante Anjos e Demónios, até o ateu fica com vontade de dizer: Deus nos ajude contra filmes tão vistosamente maus."


no DN de 14/5/09